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Compreensões inexplicáveis

Cousa mais bela essa música… E eu não sei nada sobre a vida do Leo…

Leo

Milton e Chico

Um pé na soleira e um pé na calçada, um pião
Um passo na estrada e um pulo no mato
Um pedaço de pau
Um pé de sapato e um pé de moleque
Leo

Um pé de moleque e um rabo de saia, um serão

As sombras da praia e o sonho na esteira
Uma alucinação
Uma companheira e um filho no mundo
Léo

Um filho no mundo e um mundo virado, um irmão
Um livro, um recado, uma eterna viagem
A mala de mão
A cara, a coragem e um plano de vôo
Leo

Um plano de vôo e um segredo na boca, um ideal
Um bicho na toca e o perigo por perto
Uma pedra, um punhal
Um olho desperto e um olho vazado
Leo

Um olho vazado e um tempo de guerra, um paiol
Um nome na serra e um nome no muro
A quebrada do sol
Um tiro no escuro e um corpo na lama
Leo

Um nome na lama e um silêncio profundo, um pião
Um filho no mundo e uma atiradeira
Um pedaço de pau
Um pé na soleira e um pé na calçada

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Bebem-se Rios

santoandre

“A vida é o que fazemos dela. As viagens são os viajantes. O que vemos, não é o que vemos, senão o que somos”. Bernardo Soares/Fernando Pessoa – O Livro do Desassossego

Era uma da manhã e eu me encontrava, só, no “aeroporto” de Porto Seguro. Acabara de descobrir que me seria impossível guardar meu container, de roupas, de sonhos, de biquínis. Jamais conheceria a passarela do álcool. Lembrei-me que recusei, com orgulho, conhecer Porto Seguro com as pessoas do Palmares, na viagem do terceiro colegial. Ironicamente, foi esse colégio nazista que me conectou ao anfitrião dessa aventura, talvez adolescente, talvez tardia, Baêa.

Quando cheguei, véspera de Natal, presente que me dei, o corpo se repudiou ao cansaço. Ojerizou-se de reclamar. Há qualquer cousa, em terras dos orixás, que só o inefável é capaz de traduzir. E eu? Rendi-me à minha nova condição. Entreguei-me àquelas horas. Àqueles infindos segundos baianos. Aos minutos que se arrastam, que dizem axé à minha ansiedade.

“(…) Na beira da vida

A gente torna a se encontrar só

Casa iluminada

Portão de ferro, cadeado, coração

E eu reconquistado

Vou passeando, passeando e morrer

Perto de seus olhos

Anel de ouro, aniversário, meu amor

Em minha cidade

A gente aprende a viver só”

 Milton Nascimento & Fernando Brant

Dormi, feliz, no banco, como uma mendiga. Amorteci a longa história das olheiras azuis. Fiquei à espera de duas meninas que nunca tinha visto – engano meu. Fiz a piada: tragam um casaco pra cá! O sereno bate à noite! Tantos caíram! Ah, quantas vezes rebobinamos essa ironia.

Não foi fácil sermos primeiras: Puta que pariu! Quanto se compra de queijo pra vinte pessoas? A gente pode levar peito de peru? Você também ama peito de peru? Banana prende! Granola é essencial! Eu tenho diarreia todo dia na Bahia… Nenhuma de nós bebe leite, mas alguém deve beber. Eu já sei que essa breja de milho vai dar merda. Mas está muuuuito mais barata. Vai dar merda! (Caralho não posso brigar com pessoas desconhecidas, vou levar milho e foda-se. O Tato vai comer meu cu com essa merda de milho mas beleza, eu compenso na piada e no Michael Douglas). Meninas, estamos fazendo as escolhas primeiras. É foda para porra. Não te falei que ninguém demora mais do que meia hora no supermercado? Passei dez anos indo pra Juquehy fazendo isso todo fim de semana, gata. Tô namorando todo mundoooo. Toca na propaganda do Spotify. Eu roubo do meu amigo DJ. Esquecemos o café. Chega, meninas. Chama o Rondonelli. Tô exausta. Arigatô Lau e Naná.

Como é possível decidir sem doer?

E veio a ceia, a fartura, os alívios. Os afetos. O inaugurar da madrugada. A queimada da largada. Já constituíamos uma família. E, como toda família, também é bem complicado quando a barriga começa a crescer e, você, criança, não entende de onde veio aquele óvulo, fecundo. Por que eu não fiz parte disso?

Ah, mas você é quase minha amiga também, caralho! Namorou o primo do Madeirada! Porra, você pegou meu melhor amigo! Vamos mandar uma foto pra ele. Alô?! Primeira vida, é você? Bar do Rio, MD? Meu amigo, espantando mosquitos… Eles estão fumando crack? Oi? Ela tá brilhando, gato, deixa! Ah, Madiba, acaba com meu apertaidy. Essa casa só tem, no máximo, um Kevin Bacon.

Não quero babá, motorista… mas nossa, essa faxineira é muita RYQUEZA! Beverly Hills! LUXO, Tem até camarote!  E muito drama! E, como assim, vão brotando essas pessoas! Pedro – nome do meu inventado, você NÃO TROUXE O MEU CIGARRO???? Tens alguma ideia do quanto eu me arrisquei por essas pessoas estranhas aqui para fazer vocês todas felizes? Será que meu excesso de generosidade é uma necessidade de carência?

Entrei no quarto da minha mamãe, determinada a drogá-la. Contudo, a única pessoa que eu droguei, mesmo, foi a Rafa, cuja autorização veio da diretoria e fui obrigada a acatar. A obrigação é seríssima, quando se estuda etimologia. Caipirinha ou água? Bruuu… Essa água tá batizada, sua louca! Mas eu já ia beber mesmo assim, então, foda-se, só me deixa trabalhar mais um pouquinho, aqui.

Enquanto isso, Band descobria uma casa muito engraçada, não tinha janelas, mas tinha porra para todos os lados e dava dor nas costas. Ele limpava a barba do boy, com a rebarba das inúmeras vezes que caiu de cara na areia. Dedé fazia caipirinhas maravilhosas que aprendeu comigo – mas esqueceu de dar os créditos… Tudo bem, estaremos quites, em Tel Aviv. E muito amor por ter me salvado do meu papel de DRAMA QUEEN, aos prantos, quando fui novamente abandonada.

E ganhei bolo de despedida do Gaga, a quem ensinei o melhor engate do Chico (e que tem – talvez – a maior afinidade musical com a minha pessoa). E que virou dois cafés da manhã comigo. E o Zé, que entende os horários dos banzas e não julga as peruanas. E vocês me ensinaram a rir de outra maneira. Como diriam os portugueses: Foda-se!

A Carol – quiçá tenha oublié moi – mas que não teria como não estar na minha vida. Fosse pelos Kevins em comum, pela barca de Yemanjá maravilhosa que ela construiu, ou, minimamente, pelo seu indiscutível bom gosto musical. GRATIDÂO, Universo. Carol, querida, você emana luz! E o Mau, só os nossos bullyings secretos e paralíticos acerca da derrota do pensam… para bom entendedor.

E Roxy você é Curinthia mano, to em casa. É a única mina que eu não me preocuparia… Entre mil parênteses e politicamente corretos, eu tenho dificuldades com as meiguices óbvias que podem aparecer. E você é o avesso disso.

Bom, vocês foderam com toda a minha linha de raciocínio poético e a seriedade – o que é ótimo. Eu odeio escrever palavrões. Eu assumo a linha rebuscada e hermética. VAMO, BEBEM-SE RIOS!

Em Santo André aprendi que a beleza pode não doer. Como diz meu sócio – dando os créditos, sempre – é o fim dessa apologia à decadência do artista. Vocês são pessoas que verdadeiramente me conectaram com essa sensação. Racionalmente, era fácil perceber, mas, mentiras sinceras me interessam. Não há experiência que minta.

E, ai, eu vou foder o Vinícius de Moraes, antes de acabar as o’menage de hoje. Ele estava profundamente equivocado. Foram aqueles olhos de Dudu, olhos que a Má me proibiu, veementemente, de onde eu tive essa epifania: jamais houve fim para a felicidade. CHUPA VINÍCIUS! Tristeza tem fim, felicidade não.

O que ele chama de tristeza eu chamo de medo. A gente morre de medo de ser feliz. A gente se caga de medo de experienciar as cousas. E se for gostoso o beijo grego? E se der prazer aquilo que eu fui treinado a dizer não? Naquela noite no forró, tendo rebarbas de noites e noites sem dormir, abensonhada por vocês e por aqueles céus psicodélicos, eu soube: toda a psicologia está pautada no contrário da cura.

E eu lacrey minha amizade com o Leo, numa planilha que é só nossa, né Madiba… Estou fingindo até agora que eu vi a Naná chegando com a Victória de stand-up, na minha cabeça ladra de escritora.

Odeio um pouquinho Brasília, assim como odeio Paris,

Odeio Paris

[Di Martins]

 

Talvez em Paris

a vida corra melhor e

os homens sejam

mais atenciosos,

fortes

ou mesmo rudes,

como você gosta.

No dia que embarcou

não queria nem

me despedir, mas

você disse:

não vai me dar

um abraço?

Como se não estivesse

acontecendo nada

o avião partiu

levando todos

os meus pedaços.

Mas isso foi neutralizado pela Pat, com essa cousa que eu sinto com tão poucas pessoas: os eleitos. Quero! Eu vou ser amiga dessa mina. E não foi muito difícil. E veio a Rafa, maravilhosa, com essa generosidade de alma que me assusta um pouco: espero ser um pouco mais mesquinha do que ela. Aliás, a ela sim eu enfiei o Michael Douglas, goela abaixo.

E o Thi é foda porque me ignorou hoje (#xatiada) mas, brincadeiras à parte, foi além de “porto seguro” e chacinas ótimas, e porres, e tudo, além de ser nosso cozinheiro que dança daquele jeito esfinge. Muito amor.

Geo, como foi um tesão a nossa conversa. Como psicóloga e, como poeta, eu tenho a certeza que um dia eu escreverei sobre isso: a gente só enlouquece no isolamento. Quando se descobre a companhia, a loucura é perdida. Talvez isso seja o amor. Caralho, tive um réveillon no meu cérebro e estou escrevendo direto. FODA-SE. Talvez estejamos condenadas pela maldição do intelecto.

Alê, a nossa bailarina está no ombro da Bel – minha médica – na primeira vez que ouvi Tchaikovsky! Quanto custa o despertar da sensibilidade? Ela sempre esteve aqui, hibernada, esperando? Ela vai sempre doer? A nossa música vai ficar linda. E ainda sobra outra pra Lisboa, tá?

And, Austin: there is no words in the real talk, man, chokito?! Is this real? That is happening?

Marina, eu espero que tu nunca saibas o quão linda és!

Tatito, desde os Goonies, nós sabemos que, nessa, o poetinha tinha razão. Casa aberta. Mas o seu dom é maior. E o seu pau deve ser também. Ficará latejante no fundo de minh’alma aquela mudança de idolatria, em Sem Fantasia. Eu prometo nunca mais discutir com D’us. Afinal, quem mais eu conheço com um bloquinho de anjos ao redor? Vocês sabiam que não existe coletivo de anjos? A gente inventou. É um nome pagão. Um bocado infame. Bebem-se Rios.

A música que ganhei está aqui:

E o making off:

stoandre

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Elis: essa Mulher!

Essa mulher

(Joyce / Ana Terra/ Aine Ribeiro)

De manhã cedo, essa senhora se conforma
Bota a mesa, tira o pó, lava a roupa, seca os olhos
Ai. como essa santa não se esquece de pedir pelas mulheres
Pelos filhos, pelo pão

Depois sorri, meio sem graça
E abraça aquele homem, aquele mundo
Que a faz, assim, feliz
De tardezinha, essa menina se namora

Se enfeita, se decora, sabe tudo, não faz mal
Ai, como essa coisa é tão bonita
Ser cantora, ser artista
Isso tudo é muito bom

E chora tanto de prazer e de agonia
De algum dia, qualquer dia
Entender de ser feliz
De madrugada, essa mulher faz tanto estrago

Tira a roupa, faz a cama, vira a mesa, seca o bar
Ai, como essa louca se esquece
Quanto os homens enlouquece
Nessa boca, nesse chão

Depois, parece que acha graça
E agradece ao destino aquilo tudo
Que a faz tão infeliz
Essa menina, essa mulher, essa senhora

Em que esbarro toda hora
No espelho casual
É feita de sombra e tanta luz
De tanta lama e tanta cruz
Que acha tudo natural.

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O nascimento da eternidade

miniBowie

 

Segundas-feiras sempre são enfadonhas. Ontem não foi diferente. Levantar cedo depois de dormir tarde, recalcular toda a semana, ainda embevecida pelos resquícios de sonhos, suportar o peso do despertador que invade a manhã. Eu tenho sempre o costume de adiantar minhas horas em ilusões, na tentativa estúpida de deixar o acordar menos ordinário.

No entanto, ontem eu não consegui ficar alguns minutos a mais na cama. Estampado no jornal online estava a notícia da sua morte. Acendi um cigarro. Como é que você, mestre, após fazer anos na sexta-feira, poderia ter nos deixado?

A princípio não consegui nem chorar. Fui tomar banho. Confusa. Incrédula. Ao me vestir fui rebobinando algumas memórias nossas. E, depois disso, não consegui sustentar mais as lágrimas, dentro de mim.

Você foi o primeiro homem pelo qual me apaixonei. Eu devia ter uns cinco, seis anos de idade quando vi Labirinto. Todo um universo onírico se abria, frente ao meu repertório infante. Invejei a beleza da Jennifer Connelly e questionei se eu também daria aquele bebê lindo pelo seu reino.

É engraçado, o primeiro homem que amei era andrógino, longe dos estereótipos de um macho alfa. Era sedutor, era envolvente e lírico. Era músico. Quando crianças não vestimos os preconceitos em nossos olhares. Eu desconsiderei a sua falta de masculinidade como me esquecia de que meus amigos eram negros ou japoneses. A gente só enxergava a alma, naquela época.

Quando escrevi meu primeiro “livro”, aos onze, eu contava a história de uma menina que se apaixonava por um extraterrestre. Hoje me veio essa epifania: talvez meu inconsciente já estivesse conectado à sua ascendência cósmica.

Depois de Labirinto, minha irmã nasceu. Ah, como eu desejei que os goblins a levassem embora. Quantas vezes sonhei com a aparição de Jareth, conduzindo-me ao seu universo peculiar. Contudo, aprendi a amar aquele ser. E me prometi que a ensinaria algumas das doces memórias que eu tinha da infância. Que ela passaria pelos processos fantasiosos como eu havia passado.

Aos seis anos de vida dela – e eu com treze – percebi que era hora dela conhecê-lo também. Lembro-me bem como minha tia, psicóloga, tentou impedir minha mãe de apresentar o mundo de Labirinto para minha irmã. Para ela você era uma aberração e o filme completamente inapropriado. Eu, como uma boa manipuladora, consegui assisti-lo uma vez mais, libertando a mente da caçula em uma explosão de galáxias imaginadas.

Ela virou uma fã inveterada. Comprou suas camisetas, seus DVDs, bebeu sua discografia com ímpeto de viciado. Eu permaneci mais sóbria, mais comedida. Todavia, não houve uma viagem em que sua voz não reinasse em alto volume, pelas jornadas que percorri. Não houve uma festa que eu não tenha pedido a sua presença. Não existiu um momento em que meu corpo não dançasse, involuntário, quando seu timbre escancarava meus ouvidos. Você esteve comigo em todos os amores, em todos os desamores, em momentos de poesia e instantes de desespero.

Ontem senti algo muito estranho. Ao invés de ter ciúmes de todos aqueles que, como eu, partilhavam uma história de cumplicidade consigo, fiquei orgulhosa da sua arte grande. Fiquei emocionada como um ser tão diferente dos terráqueos pudesse emanar tanta luz, tanta saudade.

Agora, já que não pudemos nos conhecer pessoalmente, vou colocá-lo nos meus desejos de retornar ao planeta que me é sonhado. Que você venha me abduzir, com suas íris desencontradas, com suas calças apertadas, com a superioridade de outros corpos celestes. Agradeço por ter sido sua contemporânea. E por ter testemunhado o nascimento da eternidade.

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Vontade de falar para dentro de mim

 

Platónico

Edgardo Cardozo

Hay un sol, que enciende mi vida…
Que cura mi herida, que camina suavemente sobre mi…

Y me lleva, como si me abriera
Paso entre la selva, como un rey..

Casi sin saber, desliza su mirada tibia…
Abriendose camino, en mi corazon…

Casi sin saber, desliza su mirada clara.
Transformando al mundo en un segundo…

Hay un sol, que enciende mi vida…
Que cura mi herida, que camina suavemente sobre mi…

Y me lleva, como si me abriera
Paso entre la selva, como un rey..

Casi sin saber, desliza su mirada tibia…
Abriendose camino, en mi corazon…

Casi sin saber, desliza su mirada clara.
Transformando al mundo en un segundo.

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O amor de Vladimir Vladimirovitch Mayakovsky

Um dia, quem sabe,

ela, que também gostava de bichos,

apareça

numa alameda do zôo,

sorridente,

tal como agora está

no retrato sobre a mesa.

Ela é tão bela,

que, por certo, hão de ressuscitá-la.

Vosso Trigésimo Século

ultrapassará o exame

de mil nadas,

que dilaceravam o coração.

Então,

de todo amor não terminado

seremos pagos

em inumeráveis noites de estrelas.

Ressuscita-me,

nem que seja só porque te esperava

como um poeta,

repelindo o absurdo quotidiano!

Ressuscita-me,

nem que seja só por isso!

Ressuscita-me!

Quero viver até o fim o que me cabe!

Para que o amor não seja mais escravo

de casamentos,

concupiscência,

salários.

Para que, maldizendo os leitos,

saltando dos coxins,

o amor se vá pelo universo inteiro.

Para que o dia,

que o sofrimento degrada,

não vos seja chorado, mendigado.

E que, ao primeiro apelo:

– Camaradas!

Atenta se volte a terra inteira.

Para viver

livre dos nichos das casas.

Para que doravante

a família seja

o pai,

pelo menos o Universo,

a mãe,

pelo menos a Terra.

(1923)

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Janeleiro

 

Geraldo Maia e Rodrigues Lima

 

Da janela eu vejo a rua

Vejo a noite enluarada

Vejo o céu de carneirinhos

Os pardais em revoada

Vejo os pássaros nos ninhos

Vejo linda madrugada

Da janela eu vejo a rua

Os casais enamorados

As mariposas voando

Os postes iluminados

Vejo os gatos barulhando

Namorando nos telhados

Bendita seja a janela

Bendito seja o luar

Bendito seja o amor

Que ela tem para me dar

Bendita seja a janela

Lugar que gosto de estar

 

Da janela eu vejo ao longe

Quem vem do lado de lá

É ela que vem cantando

Com vontade de chegar

Ela chega me abraçando

Sedenta para me amar

Da janela eu vejo o sol

Que surge por trás da serra

Vem trazendo a energia

Que alimenta a terra

Da janela eu vejo a paz

Que quer sufocar a guerra

Bendita a janela

Bendito seja o luar

Bendito seja o amor

Que ela tem para me dar

Bendita seja a janela

Lugar que gosto de estar

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