Mulheres que transformam São Paulo no MIS

 

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A poesia ofende a realidade. A poesia sangra, inútil! A poesia, bulímica, suja as memórias insustentáveis da candura. A poesia, pornográfica, inexorável ultraje ao mundo.

A poesia violada por sua beleza, maldita. A poesia ferida nos desejos mais obscuros. A poesia sufocada em suas próprias lágrimas, sentimentais. A poesia com pavor à nulidade.

A poesia aborta juras de amor, a poesia silencia o agressor, a poesia dilacera a carne para ocultar seus contornos. A poesia se retrai, a poesia se dissolve, a poesia suicida.

A poesia é, contudo, alheia ao desajuste. Ela triunfa. Sempre. Desencontrada. Ah, ínfimo rascunho de cosmos onde vivemos: a Poesia é Mulher.

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Arquivado em Poesia, Textos meus

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