A solidão poética

Miriam Portela 

NÃO DÓI NÃO

GRITA O POETA

OLHOS RASOS

VEIAS ABERTAS

FRUTO MADURO

A MATAR A FOME

DA VIDA.


NÃO DÓI NÃO

GEME O POETA

A LAMBER AS ÚLCERAS

COSTURANDO OS PULSOS

CORTADOS PELOS VENTOS

 

NÃO DÓI NÃO

MURMURA O POETA

OLHOS MÍOPES

A ACARICIAR AS RUGAS

DESENHADAS A CANIVETE.

 

DOEU, NÃO DÓI MAIS

ADMITE O POETA

O CORPO HIRTO

AS MÃOS INÚTEIS.

5/07/12

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3 Comentários

Arquivado em Outros poetas, Poesia

3 Respostas para “A solidão poética

  1. Anônimo

    Lindo mesmo…

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  2. miriam

    Ficou linda a montagem.Foto maravilhosa.Para completar tua coleção de carmas poéticos. bjos

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  3. Anônimo

    Uma beleza “A solidão poética”

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