À poesia visitante

Quando quer
ela me visita.
Não respeita horários
nem bate à porta
simplesmente entra
cheia de si.
Lacra meus lábios
toma meus braços
e me conduz
por veredas
labirintos
precipícios.
Eu a sigo
muda e frágil.
Enche meus ouvidos
com sussurros
cega meus olhos
de imagens.
Ela me atravessa,
me transpassa
e me deixa
exausta
com gosto de beijos não dados
nos dedos toques,
corpos intocados.
Alheia aos meus apelos
parte
indiferente ao meu desejo.
Extenuada
eu a sigo
fiel
quando me quer
ela me visita
e eu submissa
a espero.

Miriam Portela, a mãe de toda a minha poesia…

 

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2 Comentários

Arquivado em Outros poetas

2 Respostas para “À poesia visitante

  1. Anônimo

    Fiquei emocionada… parabéns a Mari pela poesia e a Miroca por ter sido a inspiração! Saudades e carinho.
    Márcia.

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  2. Anônimo

    Parabéns `a Mari pela poesia e `a Miroca por ter sido a inspiração… fiquei emocionada… muito linda! Saudades e carinho.

    Curtir

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