No quarto do meu coração, menino…

Contigo aprendi a temer as claridades leitosas, títeres travestidos da escuridão. Abandonei os primeiros pensamentos, esboços de mim. Não mais atuo em monólogos para plateias vazias. Fardos só existem para nos lembrar que a alma carrega sempre a possibilidade de tocar a erudição simples… Em nossa relação – criador e criatura – tu estás ali, à minha frente, desdenhando tudo aquilo que me foi rebuscado.

Meu Amigo, Meu Herói

Gilberto Gil

Oh meu amigo, meu herói
Oh como dói saber que a ti também corrói
A dor da solidão
Oh meu amado, minha luz
Descansa tua mão cansada sobre a minha
Sobre a minha mão
A força do universo não te deixará
O lume das estrelas te alumiará
Na casa do meu coração pequeno
No quarto do meu coração menino
No canto do meu coração espero
Agasalhar-te a ilusão
Oh meu amigo, meu herói
Oh como dói
Oh como dói

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