Juramento

Miriam Portela

Juro nunca mais

Resistir à poesia

Mesmo que ela

Crave suas unhas

Em minha pele branca

E me abandone

Em noite alta

Insana e nua.

Juro nunca mais

Desistir da poesia

Mesmo que ela

Cubra meu colo

De palavras

E me obrigue

A bordar com elas:

Anêmonas

Plânctons

Cósmicas

Redondilhas.

Juro nunca mais

Me negar à poesia

Mesmo que ela

dispa da minha alma

a lucidez

e me deixe infante e tola

a rodar. a rodar, a rodar

alegremente.

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2 Comentários

Arquivado em Outros poetas

2 Respostas para “Juramento

  1. Depois do silêncio, um juramento.
    Obrigada, poesia!
    Lindas palavras e foto.
    (e, Mari, o que a gente faz com essa nossa saudade?)

    Curtir

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